Ícone por Acaso

Pierre Paulin nasceu 9 de julho de 1927, em Paris, e é até hoje um dos maiores nomes do design, tendo em seu currículo muito mais do que as cadeiras pelas quais ficou conhecido.

Talvez sua ascendência possa explicar seu sucesso, afinal, a arte estava na família, sendo um de seus tios, Georges Paulin, inovador designer de automóveis e outro, Freddy Stoll, escultor. A mistura germânica e francesa também parece ter uma cota em sua personalidade vibrante, inventiva e desafiadora.

Curiosamente, Paulin não pretendeu desde sempre exercer a carreira que o consagrou. Ao falhar na tentativa de ingressar em um curso superior, se tornou ceramista e escultor, e possivelmente teria seguido nessa area se uma ferida no braço não o impossibilitasse o trabalho. Sorte nossa, pois foi então que se inscreveu na Ecole Camondo, dedicando-se ao estudo do design de produtos e design de interiores. 

Seus primeiros trabalhos chamaram a atenção da Thonet, tradicional fábrica de móveis, onde ele começou os primeiros testes com os tecidos maleáveis e flexiveis, principalmente jersey com stretch. Mas foi a parceria com a Artifort que lhe permitiu enfrentar os paradigmas da época, romper com as linhas da Bauhaus e criar peças que fossem mais que simplesmente funcionais. Para Paulin, cadeiras deveriam ser amigáveis e divertidas, e sem dúvida foi isso que ele conquistou com suas peças consagradas: as Poltronas Cogumelo (Mushroom), Ostra (Oyster), Tulipa (Little Tulip), Trevo (Slice Orange), Elisse e Ribbon, dentre tantas outras.







A cor vibrante, a estrutura em aço revestida com espuma, a fluidez e sensualidade das formas são uma constante em seu trabalho. Com cadeiras. Até a data de sua morte, em 2009, Paulin tentou convencer o mundo de que era mais que um designer pop, afinal, desenhou diversas peças de linhas retas e sóbrias, objetos do dia-a-dia, como frascos de perfumes, batedeiras, portas vai-e-vem, e também foi um renomado Designer de Interiores, tendo projetado a residência de dois presidents franceses, George Pompidou e François Mitterand, além da ala Denon do Museu do Louvre e da Maison de La Radio.



* Créditos de Imagem: Demisch Danant, Inside Out, Fabrizio Rollo, Hive Modern, Stardust

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